terça-feira, 3 de novembro de 2015

                                                              O Quinze
                     Análise da obra de Rachel de Queiroz 
                                
                                       


A autora Rachel de Queiroz nasceu em Fortaleza no dia 17/11/1910 e faleceu no Rio de Janeiro no dia 04/11/2003.
Foi tradutora,romancista,jornalista,cronista e é autora de destaque na ficção social nordestina,ficou conhecida aos 20 anos pela publicação de "O quinze" onde a própria aproveitou suas lembranças  vividas na seca de 1915 onde tinha apenas 5 anos para escrever o romance.
O Quinze é um romance regionalista que mostra a luta do povo nordestino contra a seca,a miséria e a pobreza no Ceará,na região de Quixadá e o titulo da obra se dá a terrível seca de 1915.
O romance tem como personagens:
Conceição: uma professora culta com ideias avançadas sobre a condição feminina,gostava de seu primo Vicente,porém desacredita no amor e não ficam juntos.
Vicente:filho de fazendeiro rico,cuida do próprio gado,tem boas condições financeiras e também gostava de Conceição.
Chico Bento:vaqueiro que cuida do rebanho dos outros,tem cinco filhos todos pequenos,parte para São Paulo em busca de melhores condições de vida.
Cordulina:Mulher de Chico Bento,submissa e analfabeta.
Josias:Filho de Chico e Cordulina tem cerca de 10 anos de idade e morre por comer mandioca envenenada. Pedro:É outro filho de Chico é o mais velho,tem 12 anos e desaparece com um grupo de homens. Manuel (Duquinha): Filho caçula de Chico tem 2 anos de idade e foi dado à madrinha Conceição. 
Paulo:É o irmão mais velho de Vicente,que se casa com moça branca e depois tornou-se doutor e esquece da família. Mocinha: Irmã de Cordulina que ficou como empregada doméstica em Castro,e tudo indica que vai viver de prostituição. 
Lourdinha: Irmã mais velha de Vicente,casou-se em Quixadá e é o simbolo da felicidade que as pessoas simples conseguem conquistar. Alice: É a irmã mais velha de Vicente,mora na fazenda com os pais e o irmão Dona Inácia: Avó de Conceição,espécie de mãe,e foi a mesma quem a criou,é dona da fazenda Logradouro na região de Quixadá.  Dona Idalina: Prima de D. Inácia e mãe de Vicente,mora na fazenda com o marido e os filhos. 

Major: Fazendeiro rico,pai de vicente,entrega a administração da fazenda nas mãos de Vicente. Dona Maroca: Fazendeira em Aroeiras,na época da seca mandou Chico soltar o gado e procurar outro trabalho. Marinha Garcia: Moça bonita de família rica,faz de tudo para conquistar Vicente,mas é em vão.Luis Bezerra: Compradre de Chico,trabalha como delegado em Acarapé. Doninha: Esposa de Luís Bezerra,madrinha de um dos filhos de Chico. Zefinha: Filha do vaqueiro Zé Bernardo,faz fofoca para Conceição sobre Vicente e Chiquinha Boa: Trabalha na fazenda de Vicente,deixou a zona rural pois acreditou que o governo estava ajudando os pobres na época da seca.
A seca obrigava as pessoas a irem para o Amazonas ou para São Paulo à procura de uma vida melhor.No livro não existem ricos bons nem pobre maus todos acabam tendo que viver com a terrível seca. 
O livro é narrado em terceira pessoa,onde o narrador é observador e penetra nos personagens como se fosse Deus.A obra se encaixa no período Neo-Realista,focando nas preocupações sociais,que explora um Brasil regional onde nos deparamos com gírias locais,linguagem tradicional da cidade onde o livro se passa.
Este Neo-Realismo veio para modernizar e renovar o período Realista e Naturalista,em algumas passagens do livro encontramos características Naturalistas,ou seja,mostrando a vida como ela é.

                                Plano de aula

Professor:Andressa Paradiso

Disciplina:Literatura Brasileira:Prosa
Série: Ensino Médio
Tema: O livro "O Quinze" de Rachel de Queiroz e o período Neo-Realista.


Objetivos:
Trabalhar com o livro “O quinze” e seu respectivo conteúdo,além de focar no período Neo-Realista e o Romance de 30.

Conteúdo:
O conteúdo a ser trabalhado trata da vida e obra da autora nordestina Rachel de Queiroz.As características do seu romance assim como da própria autora,e dando ênfase nas características psicológicas e sociais apresentadas no livro.

Método ou Estratégia:
Em sala de aula será mostrada a importância do livro “O quinze” para o seu período,o que a  obra influenciou,em qual período se encontra,quais são suas características onde a encontramos e também será contada a estória do romance  e os personagens que fazem parte do mesmo.

Recursos didáticos:
Os alunos serão levados à biblioteca,para sair um pouco da sala de aula,os materiais utilizados serão giz,lousa,e o próprio livro

Avalição:
Os alunos serão avaliados pela participação em sala de aula e perguntas feitas após a apresentação da obra.


Referências:
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/modernismo-no-brasil---a-2-geracao-o-romance-de-30.htm acesso em 27/10/2015 às 16:00
http://educacao.uol.com.br/biografias/rachel-de-queiroz.htm acesso em 27/10/2015 às 14:00


"Memórias de um Sargento de Milícias" - Análise da obra de Manuel Antônio 
de Almeida


O romance de Manuel Antônio de Almeida, escrito no período do romantismo, retrata a vida do Rio de Janeiro no início do século XIX e desenvolve pela primeira vez na literatura nacional a figura do malandro.
Tempo
A história se passa no começo do século XIX, ocasião em que a família real portuguesa se refugiou no Brasil. Por isso, o romance tem início com a expressão “Era no tempo do rei”, referindo-se ao rei português dom João VI. Essa fórmula também faz referência – e isso é mais relevante para entender a estrutura do romance – aos inícios dos contos de fada: “Era uma vez...”

Narrador
Apesar do título de “memórias”, o romance não é narrado pelo personagem Leonardo, e sim por um narrador onisciente em terceira pessoa, que tece comentários e digressões no desenrolar dos acontecimentos. O termo “memórias” refere-se à evocação de um tempo passado, reconstruído por meio das histórias por que passa o personagem Leonardo.

Ordem e desordem
"Memórias de um Sargento de Milícias" surgiu como um romance de folhetim, ou seja, em capítulos, publicados semanalmente no jornal Correio Mercantil, do Rio de Janeiro, entre junho de 1852 e julho de 1853. Os folhetins não indicavam quem era o autor. A história saiu em livro em 1854 (primeiro volume) e 1855 (segundo volume), com autoria creditada a “Um Brasileiro”. O nome de Manuel Antônio de Almeida aparecerá apenas na terceira edição, já póstuma, em 1863.

As aventuras e desventuras de Leonardo, que o autor faz desfilar diante dos leitores com dinamismo, conduzem o protagonista a apuros dos quais ele sempre se salva, graças a seus protetores. Leonardo é uma personagem fixa no romance e suas características básicas não mudam.

Duas forças de tensão movem as personagens do romance: ordem e desordem, que se revelarão características profundas da sociedade colonial de então.

A figura do major Vidigal representa o polo que, na história, cuida da ordem: “O major Vidigal era o rei absoluto, o árbitro supremo de tudo que dizia respeito a esse ramo de administração; era o juiz que dava e distribuía penas e, ao mesmo tempo, o guarda que dava caça aos criminosos; nas causas da sua justiça não havia testemunhas, nem provas, nem razões, nem processos; ele resumia tudo em si (...)”.

A estabilidade social representa a ordem, enquanto a instabilidade se refere à desordem. Dessa forma, o barbeiro, completamente adequado à sociedade, ao revelar as origens pouco recomendáveis de sua estabilidade financeira, evoca no seu passado a desordem.

Personagens como o major Vidigal, a comadre, dona Maria e o compadre pertencem ao lado da ordem. Mas os personagens desse polo nada têm de retidão, apenas estão em uma situação social mais estável.
O polo da desordem é formado pelo malandro Teotônio, o sacristão da Sé e Vidinha. A acomodação dos personagens, tanto na ordem como na desordem, está sujeita a uma mudança repentina de polo, ou seja, não existe quem esteja totalmente situado no campo da ordem nem no da desordem. Não há, portanto, uma caracterização maniqueísta dos tipos apresentados.

O major Vidigal, por exemplo, um típico mantenedor da ordem, transgride o código moral ao libertar e promover Leonardo em troca dos favores amorosos de Maria Regalada.

Romance malandro
Nos estudos sobre a obra, houve uma linha de interpretação que, seguindo as indicações de Mário de Andrade, e tendo como base o enredo episódico do livro, classificou o romance como uma manifestação tardia do “romance picaresco”, gênero popular espanhol medieval dos séculos XVII e XVIII.

O gênero picaresco – do qual o mais ilustre representante é o romance Lazareto de Tormes – caracteriza-se por narrar, em primeira pessoa, os infortúnios de um pícaro, um garoto inocente e puro que se torna amargo à medida que entra em contato com a dureza das condições de sobrevivência. Por isso procura sempre agradar a seus superiores. O pícaro tem geralmente um destino negativo, acaba por aceitar a mediocridade e acomodar-se na lamentação desiludida, na miséria ou num casamento que não lhe dá prazer algum.

Nenhuma dessas características está presente em "Memórias de um Sargento de Milícias". Leonardo não é inocente. Ao contrário, parece já ter nascido com “maus bofes”, como afirma a vizinha agourenta. Também não é totalmente abandonado, tendo sempre alguém que toma seu partido e procura favorece-lo.
Ele ainda desafia seus superiores, como o mestre-de-cerimônias e o Vidigal. Por fim, Leonardo não encontra um destino negativo, pois se casa com o objeto de sua paixão (Luisinha, a sobrinha de dona Maria), acumulando cinco heranças e granjeando uma promoção com o major Vidigal.

Existem, de fato, algumas semelhanças entre Leonardo e os personagens picarescos. Uma é a atitude inconsequente do protagonista, que o leva, por exemplo, a esquecer-se rapidamente de Luisinha ao conhecer Vidinha. Depois, o amor antigo retorna, mas nada dá a entender que não possa acabar novamente. Essas semelhanças, porém, são superficiais, por isso é problemática a classificação de "Memórias de um Sargento de Milícias" como romance picaresco.

O que se vê é que Manuel Antônio de Almeida foge completamente ao idealismo romântico de sua época. Se há traços românticos em sua obra, eles estão no tom irônico e satírico que assume o narrador.
A conclusão possível é que estamos diante de um novo gênero nacional, que se constrói em torno da figura do malandro, personagem que tem influências popularescas, como Pedro Malasarte; mas é urbano e relaciona- se socialmente com as esferas da ordem e da desordem, já citadas.

É mais apropriado, por isso, classificar essa obra como um “romance malandro”, de cunho satírico e com elementos de fábula. Esse gênero frutificará em vários romances posteriores, como "Macunaíma", de Mário de Andrade, e "Serafim Ponte Grande", de Oswald de Andrade.

Comentário do professor
A profa. Augusta Aparecida Barbosa, do Cursinho do XI, comenta que "Memórias de um Sargento de Milícias" é uma obra publicada na forma de folhetim durante 1852 e 1853, período em que se manifestava o auge do Romantismo. Além disso, trata-se de um momento pós-independência e havia uma busca por uma identidade nacional. Os fatos narrados no livro acontecem por volta de 1810, período de chegada da corte portuguesa no Brasil, e a história é contada em um tom coloquial e jornalístico (ágil, dinâmico).

Acompanha-se no livro o crescimento do “herói” Leonardo, desde sua infância de travessuras, suas primeiras ilusões amorosas e aventuras, até sua fase adulta com trabalho e casamento. A dinâmica da narrativa é repleta de humor que envolvem situações tidas como amorais, e em diversas passagens há uma conversa direta com o leitor, digressões e metalinguagem. Além disso, durante a obra o autor busca em alguns momentos relacionar o tempo passado com o presente, comenta a profa. Augusta.

Uma característica que difere a obra de Manuel A. de Almeida dos outros autores românticos de seu tempo é que ele nos apresenta a classe mais baixa, com tipos não letrados transitando entre a ordem e a desordem. Mesmo as personagens mais honestas tiveram seus deslizes. Por fim, uma questão em que se deve ficar atento na hora das provas é em que aspectos "Memórias de um Sargento de Milícias" antecede o Realismo, finaliza a profa. Augusta.
                        




Plano de Aula
Professor: Rodrigo Uejo
Disciplina: Literatura Brasileira: Prosa 
Série: Ensino Médio
Tema: Livro "Memórias de um Sargento de Milícias"de Manuel Antônio de Almeida 


Tema / Livro: Memórias de um Sargento de Milícias – Manuel Antônio de Almeida
Atividade programada para alunos do 3° ano do ensino médio.
Objetivo geral:  A aula programada tem por objetivo fazer com que os alunos aprendam a desenvolver análise de obras clássicas, ou seja, saibam reconhecer características históricas e literárias dentro de um determinado livro.
Objetivo específico: Levar os alunos a reconhcer as características do romantismo presentes na obra, fixando e aperfeiçoando o conhecimento deles, estudando assim, as principais características de Manuel Antônio de Almeida, o contexto histórico do romantismo e os aspectos literários marcantes nesta obra.                                      
Conteúdos:
* Apresentar o contexto histórico do Brasil no surgimento do romantismo.
* A vida de Manuel Antônio de Almeida.
*As características de Manuel Antônio de Almeida.
* Apresentar os impactos e aspectos do Romantismo brasileiro.
* Leitura da obra:  Memórias de um sargento de milícias.
Duração:
Serão realizadas duas aulas, cada uma com cinquenta minutos, totalizando 100 minutos de aula.
Recursos didáticos:
* Será usado como material didático o próprio livro analisado e anexos que acrescentam informações sobre o contexto histórico e literário do romantismo.
Metodologia:
* Leitura de fragmentos da obra.
* Discussões orais sobre a obra, analisando a percepção que cada aluno teve com aquela leitura.
* Explicação e exposição da análise desenvolvida.
Avaliação:
* Análise de textos.
* Aplicação de exercícios para auxílio na compreensão do conteúdo.
* Prova tradicional, com o objetivo de avaliar o desempenho dos alunos.

Referências:http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/literatura/memorias-sargento-milicias-analise-obra-manuel-antonio-almeida-700300.shtml acesso em 29/10/2015 às 19:00